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como supermercados podem enfrentar o custo da energia elétrica

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julho

Supermercados: como enfrentam o custo de energia elétrica?

[Atualizado em 10/01/2018]

Embora seja um insumo estratégico para a economia, a energia elétrica representa um dos maiores custos tanto da indústria como do varejo. Graças à competição acirrada no setor varejista, supermercados pouco eficientes tendem a dar prejuízo ou simplesmente fechar. Além disso, é também cada vez maior a pressão e necessidade de se adotar modelos de consumo de energia mais sustentáveis e condizentes com a agenda da economia de baixo carbono.

Felizmente, as duas coisas andam de mãos dadas. Reduzir custos com energia elétrica e aumentar a eficiência dos estabelecimentos comerciais é uma das principais estratégias para se tornar mais competitivo e, ao mesmo tempo, mais sustentável.

Vamos entender por que a energia elétrica tem um papel tão importante na estrutura de custos dos supermercados e como esse problema tem sido enfrentado. Muitas soluções existem e podem dar um salto de competitividade em estabelecimentos pouco eficientes.

 

O problema do consumo de energia elétrica

 

No Brasil, os supermercados estão entre os que mais consomem energia no segmento varejo. Para manter as finanças equilibradas face às oscilações do mercado de energia elétrica, é imprescindível adotar medidas para racionalizar o consumo.

O custo da energia no Brasil, como atestado em levantamento da Firjan, é o sexto mais caro do mundo. Além de aumentar diretamente a conta que os supermercados recebem todo o mês, a energia salgada também influi indiretamente, pois aumenta nos custos com logística e novas aquisições de equipamentos.

Já em 2015 o custo da energia elétrica passou a representar a segunda maior despesa dos supermercados, ficando atrás apenas dos gastos com folha de pagamentos. A estimativa é de associações do setor, reportada pela Reuters. Tudo isso implicou num movimento sem volta para esse nicho do varejo: o investimento em eficiência energética.

Ter energia barata é um pleito antigo da indústria e do setor de serviços de forma geral, mas ainda não se tornou realidade no Brasil. Trata-se de um problema estrutural e um dos principais componentes do Custo Brasil, que mede o quão caro é produzir e comercializar bens no país.

Um dado que dá a dimensão do problema é o consumo global do setor. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em 2014 (último ano do levantamento), o segmento consumiu 8,6 GWh, o equivalente a 2,5% do consumo de energia daquele ano no país. O que representou um gasto de cerca de R$ 3,5 bilhões somente com a conta de energia, um insumo básico para o funcionamento de qualquer estabelecimento.

Somado a todos esses fatores, o setor varejista passou por um momento de retração muito grande, com 35 meses seguidos de taxa negativas nas vendas do varejo ampliado (que inclui outros segmentos do varejo).

Diante de tantas dificuldades, a eficiência energética e uma estrutura racional de utilização de recursos é fundamental para conseguir sobreviver.

 

As soluções para o problema

 

A eficiência energética diminui a conta de energia pois reduz o consumo. Essa eficiência, inclusive, é ampla e inclui também efeitos de melhor regulagem da temperatura, manutenção adequada da infra-estrutura e troca de iluminação e equipamentos antigos ou com defeito.

Alguns dos principais exemplos de como um supermercado pode ser mais eficiente são:

 

  • Gases mais eficientes e sustentáveis para a refrigeração

Os fluidos usados em equipamentos de refrigeração são fundamentais para manter a temperatura correta. Problemas comuns como vazamentos e instalação incorreta acarretam problemas e perda da eficácia desses gases. Fluidos tradicionais como R22 e R404A estão cada vez mais sendo substituídos por CO2, mais eficiente e menos agressivo ao meio-ambiente.

 

  • Recuperação de calor

Sistemas de recuperação de calor aproveitam o calor gerado nos diversos processos e equipamentos do supermercado para atender outras demandas, como aquecimento de água, por exemplo. Energia que antes era simplesmente desperdiçada passa a ter uma destinação útil e diminui o consumo global de eletricidade. As soluções de recuperação de calor trazem um resultado de 20% de economia de energia e o payback é de menos de dois anos e meio. Além de diminuir a conta de energia, acredita-se que, no futuro, graças a esses sistemas, os supermercados passarão a ser fornecedores de energia, e não mais meros consumidores.

 

  • Luminárias LED

A utilização de luminárias LED também já é uma tendência consolidada. Trata-se das lâmpadas mais eficientes do mercado e com maior vida útil, sendo a principal escolha quando o assunto é eficiência energética. Além de economizar na energia, o número de reparos e trocas também diminui substancialmente, o que contribui mais ainda para reduzir os custos do supermercado.

 

  • Iluminação e ventilação natural

Os sistemas de iluminação e ventilação natural merecem um papel de destaque. Essas estruturas aliam a eficiência energética com melhoria do bem-estar dos colaboradores e sustentabilidade, tudo no mesmo investimento.

Ao fazer uso da luz natural, diminui-se o gasto energético com iluminação artificial. No caso da ventilação natural, o maior conforto térmico e exaustão contínua de gases propicia maior qualidade e bem-estar no ambiente interno do supermercado, tanto para colaboradores como para clientes.

 

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+ Leia Mais: ROI e Payback: Calcule o Retorno ao Investir em Economia de Energia Elétrica.

 

Importância da sustentabilidade

 

Para além da economia na conta de energia, há de se ressaltar também a importância em ser uma empresa sustentável. Muito mais do que atender a uma agenda de ideias, a sustentabilidade traz uma série de benefícios concretos para a empresa. Os mais importantes são:

 

  • Maior produtividade e satisfação dos colaboradores – A relação entre qualidade do ambiente de trabalho e produtividade é direta. Um ambiente sustentável promove a eficiência no trabalho e aumenta a produtividade;

 

  • Valorização de mercado - Empresas que possuem uma cultura de sustentabilidade consolidada são bem vistas por investidores. A Bovespa, por exemplo, possui um índice exclusivo para medir o nível de sustentabilidade das empresas. Trata-se do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial); 
  • Acesso a incentivos e subsídios governamentais – Muitos subsídios e incentivos governamentais são oferecidos para empresas que adotam tecnologias limpas e sustentáveis;

 

  • Menor turnover e atração de novos talentos – Empresas com bons ambientes de trabalho e reconhecidas pela sustentabilidade cada vez mais são as preferidas dos profissionais mais qualificados.

 

Ao investir em iluminação e ventilação natural, recuperação de calor e outros mecanismos que melhorem a eficiência energética, os supermercados passam a colher os frutos de todos esses benefícios. Para saber mais, leia: Como minha empresa pode ser sustentável? (E por que isso importa).

 

informações técnicas de iluminação e ventilação natural. Domus, venezianas industriais e laternins

Soluções e casos de sucesso

 

Um exemplo típico de investimento em eficiência e sustentabilidade é o sistema de domus linear do Grupo MB, que proporciona uma distribuição homogênea da luz e com o correto dimensionamento, torna possí­vel eliminar a utilização de iluminação elétrica durante o dia, gerando uma grande economia de energia.

 

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O retorno do investimento acontece em apenas 2 anos, gerando uma economia de energia elétrica, diminuindo o impacto no ambiental e melhorando a produtividade dentro do ambiente de trabalho.

O Grupo MB possui experiência e uma série de projetos bem sucedidos no setor de supermercados. Alguns exemplos de sucesso são:

Todos com obras com sistemas de iluminação e ventilação natural do Grupo MB, que resultaram em economia na conta de energia elétrica e melhoria na qualidade do ambiente do supermercado. Para conhecer mais, entre em contato e saiba como pagar menos na conta de energia e ser um supermercado mais sustentável.

 

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