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adequar projeto luminotécnico industrial às normas vigentes

29

março

Projeto luminotécnico industrial com iluminação natural: como adequar às normas vigentes

 

Sabemos que a NBR 8995/5413 estabelece os níveis mínimos de iluminância para os diversos ambientes de trabalho. Essas normas são o principal guia na elaboração de um bom projeto luminotécnico, incluindo o uso de equipamentos de iluminação natural.

Vamos falar sobre como incluir equipamentos de iluminação natural no projeto luminotécnico de forma a garantir o atendimento das normas.

 

Iluminação natural x artificial nos projetos luminotécnicos

 

adequar projeto luminotecnico industrial às normas vigentes 

A iluminação insuficiente pode deixar cômodos, escritórios e galpões fora das normas técnicas e gerar maior propensão a acidentes de trabalho e desvalorização. A percepção de um ambiente é muito influenciada pela iluminação, de forma que um cliente que é recebido numa fábrica ou escritório mal iluminado provavelmente não terá uma boa impressão.

Por outro lado, o excesso também gera desconforto. Daí a NBR 8995 ter estabelecido um índice de ofuscamento que deve ser respeitado para garantir o conforto visual dos trabalhadores.

Para acertar na iluminação de seu galpão, o caminho é um bom projeto luminotécnico, e é aí que entra a atuação conjunta da luz natural e artificial. Um bom projeto tira o máximo de proveito da iluminação natural e da artificial, fazendo com que as duas se complementem de forma eficiente.

Apesar da iluminação natural dispensar que as luminárias sejam ligadas durante boa parte do tempo, ela não dispensa que elas estejam instaladas e disponíveis  para serem usadas sempre que necessário – como em dias com céu muito fechado, ou obviamente, no período noturno.

 

Principais passos para elaborar um bom projeto luminotécnico

 

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Um guia completo de projetos luminotécnicos pode ser encontrado em publicações especializadas, como o livro Iluminação: Simplificando o Projeto, de Mauri Luiz da Silva. Um documento muito interessante e acessível a todos é a dissertação: ”Integração de iluminação natural e artificial: Métodos e guia prático”, de Beatriz Guimarães Toledo.

Em geral, os procedimentos podem ser reunidos em passos principais, conforme vamos destacar abaixo. Mas recomendamos que você invista na leitura e estudo de materiais especializados.

A norma NBR 8995 é relativamente complexa e exige o estudo aprofundado ou contratação de um profissional especializado. Os principais passos e cálculos do projeto são especificados em quatro anexos da norma:

  • ANEXO A:  Exemplifica as áreas de tarefas e o entorno imediato para a elaboração do projeto e a verificação de iluminância necessária para cada ambiente;
  • ANEXO B: Fala sobre os critérios de cálculos para elaboração de projeto, considerando os pontos, medidas e raios relacionados com o nível de lux relacionado a um determinado ponto de trabalho;
  • ANEXO C: Trabalha os cálculos e determinação das variações do ofuscamento, mostrando como encontrar o índice de ofuscamento tolerável para cada situação;
  • ANEXO D: Discorre sobre a manutenção dos equipamentos de iluminação e seu desgaste. 

Baseado nesses aspectos da norma, o projeto luminotécnico deve se preocupar prioritariamente em atender as especificações da norma, sendo a iluminação natural uma ferramenta que está a disposição do projetista para atender esses objetivos.

De maneira geral, o projeto consiste em:

  • Levantamento de dados arquitetônicos e características locais (dimensões, atividades desenvolvidas no local, destinação da edificação, etc);
  • Caracterização do ambiente segundo a NBR 8995. A norma é muito específica em relação aos diferentes ambientes industriais e comerciais e atividades executadas. É preciso conferir na tabela da seção 5 em qual ambiente, tarefa e atividade a sua edificação se insere;
  • Determinação da Iluminância Mantida, do Índice de reprodução de cores mínimo e do Índice de Ofuscamento Unificado para o seu ambiente. Isso é feito através da tabela da seção 5 da norma NBR 8995;
  • De posse dos dados mínimos, parte-se para a etapa do projeto em si. Nesse caso, a opção mais comum é a utilização de softwares para o cálculo dos índices especificados da norma. Como exemplos de softwares de iluminação tem-se o Dialux, CALCULUX, Realux Pro, dentre vários outros. Veja uma lista completa aqui.
  • Com o software é feito a seleção de luminárias e a sua disposição de forma atender os critérios da norma. Os softwares permitem a simulação e obtenção de mapas e gráficos que auxiliam no entendimento e elaboração do projeto;
  • Integração da iluminação natural:
    • Para integração da iluminação natural deve-se atender ao especificado na seção 4.7 da norma. Deve-se calcular a área das aberturas para obter o nível de iluminância requerido ou complementar. O cálculo deve ser feito por profissional especializado.
  • Elaboração da memória de cálculo e documento de projeto completo com gráficos e características das luminárias;
  • Elaboração do programa de manutenção dos equipamentos, conforme o anexo D.

 

Um ponto importante no que diz respeito à iluminação natural é que a norma destaca que a luz natural varia em nível e composição espectral com o tempo e, por esta razão, a iluminação de um ambiente interno sofre variações. Deve-se tomar cuidado especial para não expor as pessoas ao contato direto com a luz do sol e que iluminação suplementar artificial é necessária para fazer o balanceamento e garantir os índices de iluminação mínimos requeridos.

A norma recomenda a utilização de regulação automática e dimerizadores para garantir a integração adequada entre a iluminação natural e artificial. E por fim, um aspecto pouco lembrado nos projetos de iluminação natural, a fim de prevenir o ofuscamento, deve ser previsto no projeto de proteções específicas para as janelas e demais aberturas.

A elaboração do projeto é 100% visando o atendimento dos requisitos das normas técnicas. Vamos sumarizar o que é importante para saber por onde começar.

 

 

O que é importante saber afinal ?

 

A aplicação da NBR 8995 é mais difícil do que parece à primeira vista. Inclusive, o fato de a norma ser mais detalhada e complexa do que a antiga NBR 5413, fez com que o Ministério do trabalho e Emprego se manifestasse por meio de nota técnica em 2014, expressando que a NBR 5413 ainda possui validade nos casos em que aplicação da nova norma for muito difícil.

De tudo que foi dito, é importante saber o seguinte:

  • Fundamental: Leia a norma!
  • A iluminação natural não dispensa a iluminação artificial, e a integração ótima deve ser feito por meio de controles automáticos;
  • Os principais critérios de projeto são:
    • Índice de reprodução de cores;
    • Iluminância mantida (iluminância mínima que o ambiente deve ter);
    • Índice de ofuscamento.
  • É fundamental identificar a qual tipo de ambiente a sua edificação pertence na tabela da seção 5 da NBR 8995. Lá estarão especificados os valores mínimos que seu projeto deve atender;
  • É recomendado contratar um profissional especializado.

Embora a norma e elaboração de projetos luminotécnicos envolva muitos termos técnicos e cálculos, é esse projeto que garante que sua obra e edificação irão atender às normas legais e obterão o máximo de eficiência possível. Isso tudo garantindo o conforto visual e toda a produtividade atrelada à iluminação eficiente do ambiente de trabalho.

Com os softwares de simulação e projeto de iluminação, a maior parte dos cálculos são feitos automaticamente, sendo boa parte do trabalho apenas especificar modelos de luminárias e identificar os parâmetros corretos na NBR 8995.

Para saber mais, entre em contato com um consultor do Grupo MB e tire todas as suas dúvidas sobre como fazer um bom projeto com os melhores equipamentos de iluminação natural do mercado.

 

 

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